quinta-feira, 27 de março de 2008

Adiamento da palestra

Por motivo do falecimento de António Madeira, a palestra com Afonso de Melo está a ser agendada para um outro dia.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Assessoria e Jornalismo com Afonso de Melo


O jornalista Afonso de Melo vai estar presente, no ISLA de Vila Nova de Gaia, numa palestra que abarcará temáticas de comunicação, designadamente assessoria de imprensa e jornalismo.
Afonso efectivou funções na selecção nacional entre 2003 e 2006 e, neste momento, voltou a exercer jornalismo.
Na próxima quarta-feira (26 de Março), no auditório 1 do ISLA Gaia, Afonso de Melo vai estar a falar um pouco da sua experiência profissional ao longo de todos estes anos na área da Comunicação.

sábado, 19 de janeiro de 2008

A Organização do Jornalismo

Maria João Quintela e João Abreu (docente do ISLA)

Maria João Quintela esteve no ISLA, de Vila Nova de Gaia, no passado dia 15, a falar da exposição Da Vinci – o génio – um “evento que vive também muito dos jornalistas e das notícias” pelo que há que saber “o que os jornalistas fazem para que possam trabalhar a nosso favor sem darem conta”.
Outrora jornalista, Maria João Quintela é, presentemente, assistente de Marketing na Grafinvest e encontra-se a coordenar a exposição patente no Palácio de Cristal. Maria João frisou que esta iniciativa não vai poder ser vista em Lisboa e, por isso, tem mobilizado pessoas de todo o país. No entanto, para que tudo possa funcionar é preciso que “todos estejam por dentro” por que “tudo tem de ser bem pensado, inclusivamente datas e espaços, de forma a conseguirmos saber o tempo de investimento e quanto tempo vai durar o evento”.
O que é importante dizer é que a exposição de Da Vinci é direccionada para o público e tenta apelar à participação das pessoas por intermédio de sugestões; no entanto, ainda que Maria João vise proporcionar momentos aprazíveis a quem visita a exposição não deixa de ter em mente que trabalha para a empresa: “estamos a dar a cara pela empresa e pela instituição” e já não trabalha nos media, executa sim funções para eles, de que são exemplo as notas de imprensa.
“Não é só no jornalismo que se escreve, porque a divulgação também tem de ser feita. Podemos é ser mais objectivos e direccionarmo-nos para o que queremos”, de forma a enfatizar a escrita objectiva com a pretensão de que os media possam noticiar o evento que cobrem. Existe o permanente cuidado com a imagem da empresa e uma preocupação constante que assenta na rapidez de execução de quaisquer eventualidades.
O que Maria João faz, no fundo, é “desenvolver e executar estratégias de comunicação integrada e propor soluções criativas e eficazes, que visem a notoriedade dos clientes”. Desde o contacto com entidades, no sentido de “estabelecer parceiros e angariar patrocinadores”, passando pelo estabelecimento de protocolos (que exigem atenção no que concerne às regras de apresentações públicas, como a que contou com a presença de Rui Rio), não descartando o convite endereçado ao Mestre José Rodrigues, conseguiu-se o valor notícia advindo do mediatismo.
Rebela-se no centro da actividade a definição do público-alvo. No decorrer de mês e meio de divulgação, encetou-se a primeira fase, em Setembro, pelos estabelecimentos de ensino. Uma estratégia que foi impulsionada, uma vez que “estávamos no início do ano lectivo e as escolas iam querer agendar uma visita de estudo, depois atendemos aos estabelecimentos de ensino privado”.
Distintas campanhas foram efectivadas e muitas actividades foram desenvolvidas no exterior, designadamente o balão de ar quente e os jantares temáticos, não obstante ao ciclo de conferências, que ainda está a decorrer, estimular a deslocação de mais pessoas até junto da exposição do artista dos séculos XV e XVI.
Em eventos desta dimensão é inevitável que se sucedam situações de crise e há que “saber gerir as muitas crises”, como assevera Maria João. Críticas que podem fomentar uma má imagem para a instituição e que têm de ser colmatadas no instante.
A segunda palestra da iniciativa “Milénio da Comunicação” mostrou aos presentes mais uma opção de como «comunicar» no «mundo» da Comunicação.

Anabela da Silva Maganinho

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Dezembro

Aqui redijo o meu pedido de desculpas, como organizadora da iniciativa Milénio da Comunicação. Venho por este meio comunicar que, contrariamente ao que promovi, a palestra respeitante ao mês de Dezembro não pôde ser realizada. Afonso de Melo era o convidado, mas a data teve de ser alterada para Janeiro.
Sendo assim, o mês de Janeiro de 2008 contará com duas palestras e com duas presenças que, em muito, contribuirão com as suas experiências.
Afonso de Melo e Maria João Quintela serão as propostas.
Até lá um bom final de ano 2007 e um próspero 2008.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O jornal(ismo) na frente de todos

Orlando Castro e Artur Villares (docente e director do curso de Comunicação)


Orlando Castro marcou presença, na passada segunda-feira, pelo “jornalista intermediário com cabeça pensante”, no Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA), de Vila Nova de Gaia, visando a primeira palestra da iniciativa “Milénio da Comunicação”.
Sem tema pré-determinado, o jornalista do Jornal de Notícias (JN) destacou assuntos que circunscrevem a prática jornalística actual. “O jornalismo está em extinção; estamos a ser substituídos pelos produtores de conteúdos”, assevera Orlando Castro no discurso introdutório. A actividade jornalística é condicionada pelas empresas que “são apenas empresas” e, para estas, “o que importa não é o que é, mas sim o que vende”. “Hoje temos de dizer o que a empresa diz que é verdade” é essa a verdade que se instaura no panorama hodierno. Por isso mesmo, atenta-se que “não é preciso gente que pense, é preciso gente que faça”, como revela Orlando Castro ao assumir que “estamos a descertificar a informação” e que os jornalistas “vão ser como as mercearias que foram cilindradas pelos supermercados”.
Numa época em que se fala cada vez mais na não-credibilidade do jornalista e da sua actividade, o jornalista do JN convive com a realidade que nos afecta: “os jornais estão em quebra, porque não têm quem certifique informação e as pessoas deixam de acreditar”, afirma.
O jornalista como intermediário “com cabeça pensante, não vai perdurar” é o que constata Orlando Castro perante o mundo em que os “editoriais são novas formas de censura” e “o que se faz hoje é ampliar a voz dos que já a têm”.
As dúvidas são filhas da inteligência e, dessa forma, é que confessa ter dúvidas, “muitas dúvidas do que é isenção em jornalismo”, tanto que chega a colocar uma pergunta retórica: “mas o jornalismo sério faz-se onde?”.

Para os que ainda têm dúvidas o jornalismo pode ser concebido de distintas formas porque “há mil e uma maneiras de dar informação”. É certo que em muitas empresas, que, não raras vezes, intentam sobre o lucro, “a informação é estimulada num determinado sentido com uma contrapartida”; e, “enquanto não forem mudados os estatutos ligados à empresa da comunicação, o jornalista não vai a lado nenhum”.
Orlando Castro desmistificou a visão utópica do jornalismo e, ainda que, para muitos dos presentes, tenha pintado um “quadro negro”, a verdade é que escreveu a obra do real de um jornalista “frustrado”, mas que persiste na luta pelo jornalismo que “é dar voz a quem a não tem”.

Anabela da Silva Maganinho

A etapa dos porquês?!



Mais um ano lectivo se iniciou no ISLA há cerca de um mês e meio. O ISLA, para quem não sabe, é um instituto de ensino superior que alberga, entre outros, o curso de Comunicação.

Este foi um ano de transição para docentes e alunos, tudo por causa dito "Processo de Bolonha". Uma burocracia prática que deveria de orientar e pragmatizar o ensino, desinadamente os alunos, no sentido mais simplificado sem quaisquer injustiças, acabou por instalar a confusão não só no instituto como no panorama estudantil.

O que é certo é que as coisas se estão a resolver ainda que muitas questões pairem nas cabeças dos que "utilizam a parte de baixo do penteado" (como diria um sábio).

O que fazer assim que a licenciatura acabar?

Estágio ou mestrado?

Porto, Lisboa, Mundo?

Teremos emprego ou mestrado aberto?

Para que nos serve a licenciatura?

Estas e muitas mais são as questões que se seguram nas nuvens do pensamento.

Contudo, antes que esta fase final chegue... pensemos na etapa final:

estamos a poucos meses da licenciatura acabar, mas muitas coisas é que o que nos falta saber!

Foi neste contexto que surgiu o "Milénio da Comunicação". Uma iniciativa que me ocorreu assim que se iniciou o ano, ou até mesmo antes... com o prazer que tive ao organizar as Jornadas da Comunicação Social em Maio do ano corrente, decidi dar a ideia de planearmos mais iniciativas no decorrer do ano. Assim se pensou, se falou, e aconteceu... com o "patrocínio" do professor Artur Villares abrimos o "Milénio da Comunicação".

Os esclarecimentos que advêm de dúvidas expostas por todos é o fundamento desta iniciativa mensal.

Todos os meses até Junho do próximo ano vamos receber figuras ilustres que enriquecem o panorama internacional da Comunicação: assessores, directores de comunicação social, jornalistas, reporteres internacionais... são os que vamos esperar no ISLA de Vila Nova de Gaia.

Até lá contamos consigo/contigo!

Anabela da Silva Maganinho